Trajes das soberanas da 33ª Oktoberfest de Igrejinha resgatam a história da festa

Os trajes das soberanas da Oktoberfest de Igrejinha sempre são um espetáculo a parte e conhecê-los é um momento muito aguardado por elas e pela comunidade igrejinhense. Neste ano, a rainha Raíssa Mirella Schäfer e as princesas Thaís Chaiane Volz Wiebling e Lara Luísa Kunst vestirão a história da Oktoberfest. Os trajes criados para acompanhar o trio nas divulgações da 33ª edição da festa foram inspirados em um grande marco que deu origem à tradicional comemoração de outubro na Alemanha: o casamento real do príncipe Ludwig da Bavária e da princesa Teresa da Saxonia, em 1810, que convidou todo o povo para sua cerimônia e repetiu a festa a cada ano. Na época, se usava muito bordado, tecidos nobres, detalhes de botões dourados ou de metais, como correntes e pingentes.

Os trajes oficiais e os de passeio foram criados e desenhados pela estilista Sonia Maria Kaefer com apoio de Cheila Petry, esposa do presidente da Amifest (Associação de Amigos da Oktoberfest de Igrejinha), e confeccionados pela empresa Sonia Moden Haus de Igrejinha, buscando valorizar a mão de obra local. “É de grande importância o uso do traje típico para resgatar e preservar a cultura germânica, trazendo à tona a história que tanto nos encanta até os dias de hoje, fazendo a nossa festa ter esta alegria dos coloridos, detalhados e lindos trajes para abrilhantar ainda mais a Oktoberfest!”, destaca Sonia.

Trajes inspirados na história e alegria da festa

Os vestidos oficiais das soberanas foram confeccionados em tecidos nobres e delicados, como o cetim vogue e chifon bouclê, traduzindo a rica cultura alemã através da cor bordô. Toda a dedicação e o trabalho manual que envolvem os trajes estão representados no corpo dos vestidos, que trazem a leveza das flores cultivadas nos jardins, destacando a Edelweiss, conhecida como a flor do amor eterno, que foi bordada delicadamente até a cintura e com aplicações na saia. Já a blusa branca traz o contraste e leveza para os vestidos.  

Os trajes de passeio, por sua vez, trazem detalhes delicados e sofisticados em tecido de tafetá e tons terrosos, contrastando com a delicadeza da renda rebordada em flores e pedrarias. As blusas possuem mangas amplas com punhos largos, combinados com a renda do avental e acabamentos com botões de pérolas, fitas de cetim e correntes em ouro velho. “Os tecidos foram escolhidos e adquiridos em fevereiro de 2020, mas tiveram que ficar resguardados assim como todos nós, aguardando pelo momento da retomada”, explica Sonia. Embora sejam de passeio, os trajes são sofisticados. “Depois de dois anos sem festa, precisamos celebrar a vida com alegria e comemorar o recomeço”, complementa.

Sonia é de origem alemã e sempre valorizou a cultura germânica. Com vocação em costura e criação de peças, formou-se em Estilismo pelo Senac em 1987, se aperfeiçoando na costura de roupas típicas alemãs e roupas sociais. Criou a empresa Sonia Moden Haus, (casa de moda, em alemão) em 1989 e, desde a primeira Oktoberfest, já criava e confeccionava trajes, quando as soberanas ainda faziam o vestido por conta própria ou através de patrocinadores. Atualmente, somando 33 anos de loja, o atelier atende um público cada vez maior em busca do traje típico alemão, inclusive de outros estados e turistas do Uruguai.

*Fotos: Juliano Arnold/Divulgação

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