Vera Fischer estreia peça no Theatro São Pedro ao lado da gaúcha Larissa Maciel e de Mouhamed Harfouch

A consagrada atriz Vera Fischer retorna à cena, após quatro anos, estrelando a peça Quando Eu For Mãe Quero Amar Desse Jeito ao lado da gaúcha Larissa Maciel e do carioca Mouhamed Harfouch. A montagem, com texto inédito de Eduardo Bakr e direção do premiado Tadeu Aguiar, estreia em Porto Alegre com curta temporada de 10 a 12 de junho no Theatro São Pedro. As apresentações acontecem na sexta e sábado, às 21h; e no domingo, às 18h. Os ingressos estão à venda na plataforma Sympla com preços entre R$ 25 e R$ 150.

O espetáculo, que marca a chegada dos 55 anos de carreira da atriz, teve suas primeiras apresentações em fevereiro deste ano no Sesc Copacabana, no Rio de Janeiro, e agora inicia uma grande turnê pelo Brasil. “A peça coloca uma lente de aumento sobre sentimentos e sensações de cada um dos personagens. Destaco no texto o exagero sobre os pensamentos, desejos e motivações”, conta o autor Eduardo Bakr.

Vera Fischer é dona Dulce Carmona, uma septuagenária que recebe a notícia de que seu único filho, Lauro (Mouhamed Harfouch), vai se casar com uma mulher que ela não conhece (Larissa Maciel). A partir daí, a comédia mostra a luta de uma mãe obcecada para dar ao filho um futuro digno de sua “classe social”. A aristocrática Dona Dulce Carmona entra numa guerra com a noiva do filho para manter a imagem da família.

Conhecido pela direção de grandes musicais, Tadeu Aguiar completa 42 anos de carreira encenando uma comédia ácida. “Além do amor materno, há outros amores permeando a peça: o amor do filho pela mãe, do homem pela mulher, da mulher pelo homem, e, até, pelos filhos que poderão vir.  Quando Eu For Mãe Quero Amar Desse Jeito mostra um pouco desse amor atávico, mais forte do que a gente”, detalha Tadeu, também diretor do musical A Cor Púrpura, com mais de 70 prêmios, que passou pela capital gaúcha com elogiadíssima temporada recentemente.           

Quando Eu For Mãe Quero Amar Desse Jeito reúne três atores com trajetórias bem diferentes. Com recém-completados 70 anos, Vera Fischer diz que ama fazer teatro e trabalhar: “Minha vida não faz sentido sem trabalho. Eu preciso do trabalho. Sou independente. Quero trabalhar até meus 100 anos, quero fazer uma festa maior e melhor do que a dos meus 50! É isso! Eu sou daquele tipo de pessoa que todos os dias comemora a vida!”. 

Larissa Maciel, lembrada até hoje pela interpretação da cantora Maysa na série da TV Globo, diz que sua personagem vai se revelando aos poucos. “O público terá que decifrá-la. Estou trabalhando com a Vera Fischer pela primeira vez, e pela segunda com o Mouhamed. Nosso trio teve sinergia desde a primeira leitura e temos nos divertido muito em cena”, revela Larissa. “Passa um filme na minha cabeça. A saudade do teatro era tanta antes dos ensaios, que quando o cenário chegou, parei e fui correndo brincar com os objetos de cena”, diz Mouhamed Harfouch.

O figurino de Dani Vidal Ney Madeira busca acentuar a personalidade dos personagens, oferecendo apoio a suas transformações ao longo do espetáculo. Uma paleta, que vai do tom nude ao bordô intenso, marca a trajetória de Carmona, sendo utilizada a mesma em gradação inversa para Gardênia. “Desta forma, buscamos posicionar gradativamente a noiva e futura esposa de Lauro, no lugar em que encontra Carmona, inicialmente”, conta Dani Vidal. “Lauro se mantém em posição intermediária, mediando as duas intensas e queridas mulheres, marcado em tons de azul. Um contraste surpreendente será revelado na cena de casamento de Gardênia e Lauro, identificando os desejos reais das duas mulheres de sua vida”, especifica Ney Madeira.

O cenário de Natália Lana ambienta o espetáculo em uma casa aristocrática com certa decadência. “Apesar de à primeira vista termos um cenário realista, buscamos quebras e cortes que simbolizam a força da relação entre estas duas mulheres que não medem esforços para atingir seus objetivos. Optamos pela paleta de cores carregada no dourado e vermelho para enfatizar ainda mais esta força”, afirma Natália. 

A luz de Daniela Sanchez mantém a atmosfera de tensão constante. Com a luz é possível manipular quase que impercetivelmente, através dos diferentes ângulos e recortes, as mudanças de cenas, num clima de mistério e suspense. Isso, sem perder a lado do humor ácido que a peça proporciona. A trilha sonora de Liliane Secco é toda original. ”Faço uso de instrumentos virtuais, recurso que dispensa a participação de músicos ao vivo”, finaliza Secco.

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