Álbum “Viajando ao Quadrado”, da taquarense Staut, ganha relançamento nacional

Com uma mistura que pega as mais variadas vertentes do rock e dá o seu toque autoral, a Staut se prepara para um novo momento de sua trajetória. A banda relançou recentemente o disco ”Viajando ao Quadrado”, de 2015, em todas as plataformas de streaming pelo selo latino Electric Funeral Records. Formada atualmente por Roberta Naviliat Ribeiro (voz), Renato Ribeiro Neto (guitarra), Chico Paz (baixo) e Daniel Seimetz (bateria), o quarteto propõe um rock sem rótulos, democrático e eclético, que transita bem nos mais variados ambientes promovendo uma verdadeira viagem ao mundo do rock.

A Staut nasceu da carência de seus fundadores por rock em português nos estilos que gostavam de ouvir. A proposta era uma banda de rock pesado que trouxesse diversas influências. A banda já surgiu com a proposta de dedicar-se às composições próprias. Antes mesmo de fazer o primeiro show, a Staut gravou sua primeira demo “Não é Certo”, em 2004. A música garantiu a eles o primeiro lugar em um festival de bandas de Três Coroas, em sua primeira apresentação. Evidente que este fato motivou muito o grupo que, no ano seguinte, lançou a segunda demo, com três faixas “Imagem”, “À Sombra” e “Escolhas”.

Logo em seguida, veio o EP “Analisando Dr. Moody”, com cinco músicas que já possuíam uma grande evolução nas composições. A canção “Tarja Preta”, que abriu o disco, se tornou um hit underground que fazia todo mundo cantar junto nos shows. Foram muitas participações em festivais, premiações e participações em eventos que mostravam a versatilidade da banda. Com essas características foi possível dividir o palco com bandas de metal, como Shaman, e com bandas de pop rock, como o Reação em Cadeia.

A banda permaneceu ativa até 2008, quando Roberta e Renato mudaram-se para São Paulo, o que causou um hiato com a banda até 2015. De 2008 até 2014, o casal de artistas foi compondo músicas que viriam entrar no disco “Viajando ao Quadrado”. Foram muitos momentos de perdas, vitórias, decepções, conflitos, superações e êxtase, que se tornaram música para o álbum. Com uma pré-produção totalmente virtual, com troca de arquivos entre São Paulo e Rio Grande do Sul, o disco foi se tornando real. O trabalho de produção ficou a cargo de Ale Marks, que veio a se tornar também baixista da banda por um tempo.

Foram diversos shows para divulgar o disco até a segunda parte de 2016 quando, por motivos pessoais, a banda parou com tudo. Em 2019, de volta ao trabalho, já com novos integrantes, foi recomeçado o trabalho, parado novamente devido a pandemia da Covid-19, mas com um amplo processo de bastidor com gravação de um novo disco.

Confira entrevista exclusiva com Renato Ribeiro Neto, guitarrista da Staut:

Drops do Cotidiano: O que significa fazer esse relançamento nacional e ampliar ainda mais os horizontes da Staut?
Renato: Isso está sendo demais! É um trabalho que nunca fizemos, porém sabemos que é essencial. Foi ótimo o selo optar em relançar o Viajando ao Quadrado. Acreditamos no álbum e ter alguém por trás dando uma credibilidade extra fará com que cheguemos além e assim preparamos as coisas para o novo disco.

D: Como está sendo essa parceria com a Electric Funeral Records?
R: O pessoal do selo é muito legal! Eles possuem muitos contatos no Brasil e exterior. Possuem curadores de playlist nas principais plataformas de áudio e parcerias em festivais. Fora que são uma ótima ponte de contato com outros músicos e bandas.

D: O que mudou da época do lançamento de “Viajando ao Quadrado” pra cá?
R: Em 2015, bandas que bebiam no stoner eram o foco dentro de quem curte rock! Era o que estava vendendo no momento. A banda mais popular do rock era o Queens of the Stone Age (QOTSA), que já havia se afastado do estilo stoner, porém o mercado estava se aproveitando da onda, já que eles estavam fazendo um som mais acessível. Todas as bandas de rock mais comerciais estavam soando um pouco como eles. No underground, a tentativa de pegar um gancho sempre existe e faz parte do trabalho. Tentamos focar em divulgar as músicas do disco que bebiam na fonte como a “Fermentado” e a “Alma Sebosa”. Hoje o stoner está mais para stoner doom e voltou para o underground. O rock está em uma nova busca de atenção na mídia. Há muita coisa acontecendo e muitas boas bandas novas surgindo. No Brasil as coisas são sempre mais lentas. Até o próprio público do rock aqui é mais radical para entender e aceitar coisas novas.

D: Quais as principais influências da banda?
R: A Staut já existe há quase 20 anos! Não acreditamos em colocar o nosso som dentro de uma caixinha. As mais diferentes vertentes do rock interferem no nosso som. Normalmente a música segue para o caminho que deve seguir. Costumamos dizer que somos influenciados por música verdadeira, pois não nos deixamos influenciar por modas explicitamente passageiras. O rock tem um histórico e uma base muito forte para tu te equilibrar e saber o que filtrar. Mas para citar alguns nomes, o nosso som vai dos clássicos Black Sabbath e Led Zeppelin, até chegar a bandas ativas até hoje como Alice in Chains, Deftones, Tool, Clutch e QOTSA. Há muita coisa diferente nesse caminho, então é muito difícil de citar algumas bandas.

D: Há previsão de algum lançamento inédito? Se sim, o que o público pode esperar dele?
S: Sim!!! O próximo disco está com a pré-produção em 98%! Serão oito músicas em uma salada de metal, stoner, rock clássico, indie rock, rock alternativo, grunge, punk, prog, folk e doom. Vai surpreender muita gente e mais uma vez a banda se colocará em um estilo que só a Staut pode sintetizar. De músicas simples de três minutos a músicas complexas com mais de sete minutos este disco será um grande passo para banda. 2022 promete!

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