“Práticas Comunitárias” da Faccat beneficia 15 entidades e surpreende colega da própria turma com ajuda

Alunos da disciplina de Práticas Comunitárias, das Faculdades Integradas de Taquara (Faccat), deram uma verdadeira lição do quanto um olhar ao próximo, além de auxiliar a quem precisa, é sinônimo de gratificação. Em meio às dinâmicas e ações da disciplina, as quais estimulam interações no âmbito público da vida comunitária frente às necessidades coletivas, os alunos descobriram que bem ao lado deles, um dos acadêmicos também passava por um momento difícil. Sensibilizados, os alunos exerceram e deram sentido, literalmente, às práticas comunitárias que dão nome à disciplina e criaram uma ação relâmpago para ajudar o colega.

Durante uma das atividades da disciplina, foram formados grupos que elegeram entidades, pessoas ou causas sociais para ajudar. Os grupos pensaram em estratégias e colocaram a mão na massa, gerando um resultado muito positivo com a prática das ações. “Foram diversas ações, que contemplaram questões como a causa animal, limpeza de ruas e praças, casas geriátricas, lares de menores abandonados, meio-ambiente, arrecadação de alimentos”, explica o docente da disciplina, Daniel Gevehr.

Foi quando em meio a essas ações, o acadêmico do Curso de Letras Dionatan Moraes de Vargas relatou o seu drama e a dificuldade em realizar as tarefas de aula, devido ao sumiço de seu celular no Lar onde mora. “O celular era a fonte de comunicação e de estudo dele. Ficamos muito sensibilizados e a aluna Júlia Braun tomou a frente e iniciou a campanha para ajudar também o colega, que não sabia de nada”, explica o professor.

Contribuição espontânea

“Nossa ideia inicial era conseguir, por meio de uma ‘vaquinha’, com contribuição espontânea onde cada um contribuía com a quantia que pudesse arrecadar o suficiente para comprar um novo celular para o Dionatan”, lembra a acadêmica Vitória Mariáh Nascimento, que também ajudou na ação. Ela ainda relata que ação ultrapassou os limites da turma e logo conseguiram um valor muito superior ao esperado.

“Ficamos muito felizes em poder ajudar o Dionatan, que mesmo com as barreiras físicas e motoras que possui (Dionatan é cadeirante), não se limita, é muito ativo e participativo nos debates nas aulas, dedicado, estudioso e inteligente. A experiência de poder terminar um componente curricular que trouxe grandes lições e experiências de vida em comunidade, mesmo em meio à pandemia, com essa ação foi muito gratificante. Acompanho a história do Dionatan desde que iniciei no curso de Letras na Faccat e percebo nele uma grande sede por conhecimento”, comenta Vitória.

Um momento para ficar guardado na memória

Em menos de uma semana, foram arrecadados quase R$ 2,5mil, o que permitiu a compra de um celular e de um notebook. A entrega surpresa ocorreu na manhã do dia 15 de julho, no local onde o acadêmico reside, com a participação do professor Daniel Gevehr e das colegas Júlia Braun e Vitória Mariáh Nascimento. “É um momento de muito significado para todos nós, pois fazer o bem para quem precisa nos faz uma pessoa cada dia melhor”, comenta do docente.

Com um sorriso no rosto e a voz embargada, Dionatan agradeceu aos colegas. “Não tenho palavras para dizer o quanto estou emocionado e grato”, diz emocionado.

A disciplina e as ações realizadas

Além desta ajuda ao Dionatan, os acadêmicos realizaram 15 ações comunitárias pelo Vale do Paranhana e Serra. Confira abaixo:

  • GIPPA- Grupo Independente Parobeense  de Proteção Animal – Acadêmicos: Anna Carolina Worst; Barbara Sparremberger; Marlene Ferreira da Costa; Vitória Mariah Nascimento
  • Mascotes de Rua – Liga três-coroense de defesa dos animais – Acadêmicos: Ágatha Corrêa; Jheniffer Schroer; Monique Melos
  • Praticando a Empatia – ajudar entidades carentes – Acadêmicos: Aliana Boniatti, Ana Paula de Vargas, Angela Berton, Franciéle   de Araújo, Vanessa Gomes, Andréia R. da Silva
  • Doar com amor – arrecadação de alimentos para o Hospital de Canela – Acadêmicos: Carlos Schaulet, Cláudio Machado da Silva e Stéfani de Oliveira
  • Práticas Comunitárias – Arrecadação de alimentos para famílias carentes do bairro Empresa de Taquara e Parobé – Acadêmicos: Daniele Siqueira, Marluce Domingos e Melissa Schuch
  • Vila dos Cães – Acadêmicos: Franciele Oliveira, Guilherme Augusto, Lorena Brito, Kader Soares e Kennedy Behling
  • Diversas ações comunitárias – Acadêmicos: Gabriele, Gustavo e Júlia Braun
  • Clínica Geriátrica Casa do Vovô de Parobé – Acadêmicos: Gabriella Muller, Natália Ribeiro, Luana Prado
  • Diversas ações comunitárias como Distribuição de sementes no combate do mosquito da Dengue – Acadêmicos: Andressa Sperb, Janaína Müller, Luiz Rossatto e Marciéli Angeli
  • Cães de Rua (Três Coroas e São Francisco de Paula) – Acadêmicos: Adriana dos Santos, Estefânia Brizola, Dalvana Ferreira, Irius Basei e Tainá Piaia
  • Doe Esperança – Acadêmicos: Carolina Zarbielli, Jéssica Roth, João Pedroso Bento, Joice Freiberger, Júlia Marcon, Paola Krummenauer
  • Lar Padilha – Acadêmicos: Cristiane Teixeira, Juliana Mengues, Lauren Wolff e Natália Fernandes Fagundes
  • Faça uma criança feliz – Acadêmicos: Adriani Nunes, Aline Jacobus, Diana Wathier, Lucinara Marques, Milena Lehn, Pamela da Silva
  • Lar Padilha – Acadêmicos: Andressa, Diele, Mabeli, Maria Eugênia, Stéfany e Suelen
  • Instituto Vitória – Acadêmicos: Dionatan Moraes de Vargas, Lucas Kohlrausch, Schirleno Spindler Prates, Wagner dos Reis, Wellington Fernando Ev

O professor Daniel relata o sentimento de gratidão vivido com a entrega de seus alunos para a realização das ações, assim como os resultados obtidos. “O resultado das ações superou absolutamente todas as minhas expectativas como professor, pois ver no rosto dos meus alunos diferentes expressões como alegria, emoção, encanto e acima de tudo, muita sensibilidade para como o próximo, foi simplesmente uma das maiores realizações de minha trajetória de 24 anos de docência”, relata Daniel.

O docente reforça que os acadêmicos que se envolveram nas práticas comunitárias jamais serão os mesmos que iniciaram a disciplina, pois viveram na prática o que é, de fato, dar um pouco de si em benefício do próximo. “Mas foi sem dúvida o engajamento da turma com a situação de profunda tristeza do colega Dionatan, que teve seu smartphone roubado no lar onde mora, que mais comoveu a todos”, conclui.

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