Escritora rolantense conquista cadeira na Sociedade Literária do Morro do Castelo, no Rio de Janeiro

A poetisa Ana Elicker conquistou um espaço de destaque que afirma a relevância de sua obra. Nesta semana, ela foi anunciada como titular em uma das cadeiras da Sociedade Literária Morro do Castelo, do Rio de Janeiro, e de atuação nacional. A rolantense foi agraciada com a residência permanente (em outros grupos chamada também de cadeira) de número 7, que tem como patrona a escritora Cecília Meireles.

Ana integra o grupo desde 2020, quando recebeu convite do poeta e escritor carioca Pedro Paulo Machado. Esta sociedade literária reúne poetas e escritores com a premissa de estimular que a escrita literária lute contra acepções de cunho machista, discriminação de gênero e todo tipo de violência. Além dos membros de cadeiras, a sociedade tem também outros escritores associados que se reúnem para debates literários, além da realização de sarau, sendo o grupo aberto para escritores que tenham interesse em se inscrever e fazer parte do coletivo que oferece oportunidade de publicação de textos de escritores diversos.

Ana Elicker é poetisa, professora, Mestre em Letras e doutoranda em Diversidade Cultural e Inclusão Social. Tem publicadas as obras As Pontes (2001), Vozes de Fogo (2003), Ana, para ler e sentir (2005); Três (2018). É curadora da Coletânea Retalhos: vol.1 – Quarentena Poética (2020) e vol.2 – O Tempo, o Eu e o Outro (2021) e vol. 3 – Redescoberta, além de inúmeras participações em antologias. Também possui artigos e livros de nível técnico-acadêmico e, junto à Sociedade Literária do Morro do Castelo, organizou a antologia Vozes na Margem, Vozes na Margem: Narrativas fora de centro, publicada em 2021 pela Editora Alpheratz.

Sobre o coletivo literário

A Sociedade Literária do Morro do Castelo surgiu, em 2019, do esforço de escritores e pesquisadores que sentem a necessidade de discutir e incentivar coletivamente a produção de uma literatura de qualidade que esteja ligada, criticamente, às questões históricas e sociais da sociedade brasileira. O Morro do Castelo foi escolhido como símbolo da atividade justamente pelos significados que ele encerra. Tendo sido o local de fundação da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro e abrigando importantes patrimônios históricos brasileiros, foi aos poucos ganhando o aspecto de uma “periferia no centro da cidade”. Escritores como Machado de Assis e Lima Barreto atestaram a efervescência humana e cultural no antigo Morro. Mesmo assim, em 1922, por motivos questionáveis, o Morro do Castelo foi completamente demolido pelo Estado e seus habitantes foram despejados e largados em outras periferias pela cidade. A Sociedade Literária do Morro do Castelo se posiciona em defesa de uma Literatura Brasileira que abra espaço para um fazer literário produzido por segmentos sociais que padecem de desvantagens e descriminações no acesso às oportunidades sociais, dando voz àqueles autores que abordam temáticas ligadas às questões sociais, raciais, de gênero e direitos humanos.

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