“No meu tempo!” E quem disse que somos a geração Nutella?

“No meu tempo” ou “na minha época as coisas eram melhores!” Quem nunca escutou esta frase? “A gente tinha mais respeito pelos pais, ficávamos quietos e tínhamos que trabalhar desde muito cedo.”

E aí eu te pergunto: Tínhamos mais respeito ou medo? Ficávamos quietos mesmo ou eles não perguntavam o que foi que aconteceu? E quantas vezes carregamos a culpa que nem era nossa? Tínhamos que trabalhar. E estudar também?

Não estou aqui querendo cometer comparações, apenas trazendo perguntas para nossas reflexões individuais.

Diversas vezes aceitamos frases que escutamos como verdades porque elas são ditas por pessoas importantes para a nossa vida e formação do nosso caráter e, claro, nasceram em épocas anteriores.

Acredito que em qualquer época e em todas as gerações vamos ter acontecimentos bons e ruins, assim como com as pessoas, os lugares e o tempo também.

As músicas tinham mais poesia, as pessoas eram mais românticas, a vida era menos corrida. Não existia celular, as pessoas se olhavam mais nos olhos, brincávamos na rua, pois não havia essa violência de hoje em dia.

Comparar o tempo de agora com qualquer época anterior pode ser a não aceitação a vida de agora.

Vai dizer: quando lembramos do que já aconteceu, sabemos do início, meio e fim dos acontecimentos. Porque não há surpresas!

Talvez por termos escutado tantas vezes aquelas frases de cima comparando a felicidade do passado, não aceitamos este presente que está no presente momento que estamos vivendo. Sim, ele é cheio de imprevistos, inseguranças, de mudanças e gera diversos incômodos às vezes. Mas também é de aprendizados, de altos e baixos, de constante resiliência e amadurecimento.

É preciso desapegar do passado: ele já passou!

A nostalgia também ronda as pessoas deprimidas, fixadas apenas em lembranças que julgamos ser impossível alcançar aquela felicidade novamente.

Acontece com facilidade com pessoas que já tiveram notoriedade profissional e perderam o prestígio ou saíram do mercado de trabalho. A insatisfação com a posição atual faz com que essas pessoas lancem mão de um mecanismo de defesa que as faça fugir da realidade. Elas vivem exclusivamente das lembranças de uma vida que já não existe mais.

Se tornam repetitivas e obsessivas com o passado. E quem está perto não suporta mais ouvir as mesmas histórias! Falar muito do passado pode ser uma forma exibida de se esconder do presente!

E para finalizar eu lanço um desafio: Anota aí e se puder me envia, posta e me marca!
Qual a tua percepção dos benefícios desta geração?

Quero começar por mim, não dizendo para os meus filhos que a minha época era melhor do que a deles.

Nesta foto aqui trago materiais que vemos a todo momento como o celular, a caixinha de som, canetinhas coloridas e alguns guardados por 30, 40 anos como papéis de carta, bilboquê, botões de futebol de mesa do Ju (meu marido).

A vida está no momento presente e é um 🎁!

Muri Coach, Marketeira e Gestora de Pessoas e Processos

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