Correr atrás das borboletas ou cuidar do jardim para que elas venham?

Com esta pergunta, do trecho de um poema de Mário Quintana, para mim se encaixa o momento que estamos vivendo agora. Ficando em casa e cuidando cada um de si, do seu jardim, da sua saúde, da sua casa, da sua família, dos seus amigos, para depois podermos receber as borboletas que foram cuidadas em seus sadios jardins.

Ainda não é hora de pegar nossas redes e sair caçando borboletas por aí. Podemos aproveitar este tempo para planejar quais borboletas queremos em nossas redes. Para conhecer melhor o nosso próprio jardim. Tenho certeza que ele ainda têm muito a ser explorado.

E quando formos sair, a partir das descobertas dos nossos jardins, as borboletas já estarão curiosas e com saudades para visitar os jardins que foram responsáveis e floridos, por terem sido tão bem cuidados.

Passar sozinho por este período, que não sabemos até quando vai, pode aflorar sentimentos de abandono e rejeição. Então é importante nos mantermos, de alguma forma, conectado às pessoas que amamos.

Pela força da empatia precisamos, mais do que nunca, nos colocar no lugar do outro. Entendendo que o medo que uma pessoa saudável sente é diferente do medo que uma pessoa com mais idade e frágil pode estar passando agora. E toda vez que a gente tomar uma decisão, que seja para não contagiar pelo vírus e sim por meios de comunicação, seja uma conversa de janela com o vizinho, uma mensagem no Whats, uma curtida no face, uma tweetada, um like, uma ligação com amor, humor e incentivo para continuar vivendo.

Cuidando do nosso jardim, nos ocupando com aquilo que faz bem, não desperdiçando tempo, não tendo pressa em descobrir o que vem depois, pois o futuro se faz no presente bem vivido e edificado com aquilo que a gente se permite viver. Tenhamos tempo para ouvir nossos corações, respeitando nossas fraquezas.

Que o entusiasmo não nos falte para levantarmos da cama e que os nossos pensamentos sejam positivos para contagiarmos novas atitudes pelo nosso amor. Afinal, o segredo é não correr atrás das borboletas. É cuidar dos nossos jardins para que elas venham até nós.

Esse poema vale para nós, nossas famílias, nossos amigos, nossos negócios e nossos sonhos. No final das contas, a gente entende que: Não era sobre quem a gente estava procurando, mas quem estava procurando por nós. Podemos começar por nos achar em nós mesmos. 

Com carinho, Muri Coach ♥

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