Amorosamente falando

Com frequência, especialmente na mídia jornalística, escutamos ou vemos reportagens que falam de países, regiões, lutas por independência, protecionismo, ditaduras… Uma grande mistura de assuntos: história, política, geografia. Pois bem, logo ali na frente, na próxima sexta-feira, 12 de junho, é Dia dos Namorados. E se pegarmos o tema geografia, as analogias resultantes são pura reflexão, mas também diversão.

Tem caso de amor que mais parece disputa de poder. É como imaginar uma região de determinado país querendo independência. Quase sempre isso acontece quando uma parte sufoca a outra, não permite liberdade. E como nas disputas territoriais ou de independência, nem sempre essa disputa é pacífica.

Existem outros namoros e casamentos que se assemelham àqueles cenários paradisíacos, tipo praia do Caribe. Mar azul, palmeiras, paraísos fiscais (se o casal tiver com a saúde financeira ajuda…). Mas não se esqueça que mesmo os países caribenhos de vez em quando enfrentam um furacão ou tormenta… O importante é superar essas adversidades.

Algumas relações amorosas já são mais parecidas com a Rússia ou com os Estados Unidos. Grandes, protecionistas, implacáveis. Outras tantas, são como a Alemanha, reservadas e pragmáticas. Tem as relações expansivas, como a Itália. E outros casos de amor que são pura neutralidade e discrição, como a Suíça ou Suécia.

Certos namoros igualam-se ao Havaí, quentes, cheios de energia. Outros já se aproximam da Sibéria, de tão gelados. E aqueles que a gente desconhece a realidade, como se fossem a Coreia do Norte?

Se tem namoro parecido com o Brasil? Óbvio que sim, afinal, o amor é plural, diferente, imenso, malandro, resiliente, como a maioria de nós, brasileiros. Claro que nem tudo são flores, as relações amorosas são assim. Tem amor que é modelo “Brasília”, cheia de artimanhas, arranjos, brigas…

Amorosamente falando, esse ano certamente é um momento totalmente atípico e inesperado na nossa história recente. Inesperado porque estamos privados do calor humano, de muitas companhias, de estar próximo. Porém, mesmo distantes, podemos exercitar sentimentos muito presentes nos apaixonados, sejam eles de relações recentes ou daquelas que são uma espécie de Reino Unido e a Rainha Elizabeth (parecem eternos).

Nesse momento de distanciamento social, nos restam empatia, esperança, afeto, resiliência. Porque amor é tudo isso. É empatia, porque temos que nos colocar no lugar do parceiro muitas vezes. É esperança, porque dividir as escovas de dente, um teto ou simplesmente o cobertor é acreditar que a felicidade está bem perto, ao alcance do abraço da pessoa amada. Amor é afeto, é demonstração de carinho, seja pessoal ou, nesses tempos modernos mas também de pandemia, uma demonstração virtual.

Enfim, é importante sempre manter um espaço em nosso coração, afinal, já dizia Mario Quintana, “todos somos anjos de uma asa só e somente abraçados podemos voar”. Assim como do alto, lá do espaço podemos ver a pluralidade e beleza do Planeta Terra, talvez assim, seguindo os conselhos de Quintana (e abraçados e “voando”, viajando) possamos entender verdadeiramente a beleza e leveza de amar.

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