Davi(s)

Tenho dois casais de amigos, um da cidade de Rolante e outro da cidade de Taquara, e ambos têm um filho com nome de Davi. Outra coincidência entre os casais é que eu e minha esposa fomos padrinhos de casamento de ambos, em anos distintos. 

O Davi que mora em Taquara tem pouco mais de um ano. Esse menino sempre feliz adora compartilhar. Ele compartilha sorrisos: basta nos enxergar que os poucos dentes de sua boca ficam visíveis, tamanho o sorriso que Davi abre! Impossível o dia não ficar melhor! Davi também compartilha abraços: quando vê meu filho Henrique, que tem cinco meses, já vem com os braços abertos para abraçar! Davi ainda compartilha suas roupas: muita coisa que já não lhe serve mais é usado agora pelo Henrique. Que coisa boa isso!

O Davi que mora em Rolante também é um menino de sorriso fácil, que adora brincar. Eu, como pai de primeira viagem, me espelho muito na educação que esse Davi recebe: super atencioso, comunicativo, espera sua vez de falar, sempre de forma muito educada. Além disso, desde pequeno, junto com sua irmã Mariana, é ensinado sobre a importância da educação financeira, reservando parte da mesada para uma poupança aberta numa instituição bancária. Normalmente, é o pai quem leva o casal de filhos para, inclusive, auxiliar no depósito. Dizem que as crianças se espelham nos pais, e que belo exemplo esse.

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Apesar de serem duas crianças, os dois Davi(s), talvez pela pureza e simplicidade que são características do mundo infantil, nos trazem temas para reflexões bem interessantes, mas que certamente deixam nossas vidas melhores. O Davi que mora em Taquara nos ensina que gentileza deve brotar do coração: Davi distribui sorrisos, abraços, e é isso que muitas vezes faz nosso dia-a-dia melhor, mas nem sempre recebemos (ou externamos) esse carinho. E incentivado pelos pais, ainda ensina que o que não é mais útil, pode beneficiar outra pessoa. Já o Davi de Rolante é o exemplo que educação vem de casa, e que a escola é um complemento, um aprimoramento, um incentivo ao conhecimento. Os verdadeiros valores vêm de casa, da família. 

É verdade, como mencionei acima, que as crianças carregam em si simplicidade e pureza. Mas o exemplo repassado pelos familiares, por pai e mãe, é fundamental para construir um bom caráter nesses pequenos. Há também as boas relações e bons exemplos que vem dos familiares e dos amigos mais próximos (que, por dedicação e merecimento, tornam-se os “tios de coração). Me considero um privilegiado, por conhecer pessoas que transmitem bons valores para seus filhos e para as pessoas próximas. E de certa forma busco inspiração nos sorrisos e gentilezas dos dois Davi(s), para que eu também possa dar bons exemplos ao meu pequeno Henrique. Como a grande maioria dos pais, também tenho dificuldades, inquietações, mas sobretudo, desejos e vontade que o mundo possa ser sempre um lugar com boas pessoas. E se tiver a alegria e empatia dos Davi(s), e futuramente do Henrique, que assim seja! 

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