Educação com disciplina positiva: eu estou colhendo os frutos!

Gente, hoje quero contar que estou colhendo os frutos de uma educação baseada na disciplina positiva. E quero contar aqui, pra todo mundo saber, que exercer a parentalidade positiva não é fácil, mas é possível e traz frutos lindos: uma casa com mais harmonia e respeito. Sim, estou vivendo isso e não estou inventando nada.

Educar os filhos com os princípios da disciplina positiva é um processo tanto para os pais como para os filhos. E este processo que começa com os pais, porque precisamos estudar e nos comprometer, olhar para nós mesmos. Isso inclui autoconhecimento e cura de dores. Tem dias que são ótimos, tem outros que são um desastre! Mas você precisa estar firme em sua decisão de educar com respeito e lembrar a cada instante quem é o adulto da relação.

Eu descobri a disciplina positiva há três anos, quando estava grávida do Tomás. Quando comecei a ler sobre, me encontrei, tive certeza que era dessa forma que eu queria educar os meus filhos. Ela vai de encontro aos nossos valores familiares e caminha ao lado do propósito que buscamos para a nossa família.

Quando o Tomás nasceu, procuramos lidar com as situações da forma que a disciplina positiva ensina e funciona muito bem. Como o Matteo já tinha três anos nessa época, começamos ali mesmo, mas preciso dizer que foi bem mais difícil. Sempre sentimos que autoritarismo não resolvia e que permissividade também não, mas em alguns momentos acabávamos caindo em um lado ou outro, por não saber exatamente por onde andar. Então foi bem desafiador, muito desafiador mesmo!

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Foram três longos anos, tentando e tentando e caindo e tentando de novo. Digo caindo porque, por mais empenhado que você esteja, tem dias que são difíceis. E, como eu já disse, é um processo em que precisamos praticar a parentalidade consciente em nós, até que vire um hábito. Tem dias que conseguimos, tem dias que não, tem dias que funciona para a criança, tem dias que não. Isso porque estávamos todos acostumados com uma educação diferente, mas que também não funcionava.

Três anos depois de ter começado, na semana passada vivemos dias seguidos de paz e harmonia. Isso porque desde o início sempre acreditamos que era isso que queríamos, que educar com respeito foi a forma que escolhemos e nos mantemos firmes. Minha mãe saiu da minha casa pasma, abismada. Gente, realmente era complicado, e estamos conseguindo, na maior parte do tempo manter a calma, falar de maneira respeitosa e ouvir. Ela me perguntou o que tinha acontecido e eu pensei: estou colhendo os frutos da educação que plantei! Deitei na minha cama a noite e agradeci.

Acredito que isso tudo está sendo possível de ser vivido graças ao lindo processo de autoconhecimento que vivemos todos os dias, por me permitir cuidar de mim e estar bem. Porque de nada adianta uma linda disciplina positiva se você não está bem consigo mesma para poder aplicá-la. Essa educação precisa ser vivida no seu íntimo, para depois externalizá-la. E vale a pena investir na cura das relações, principalmente com quem a gente mais ama.

Eu descobri que a maternidade pode ser leve, sim. E sabe o que mais me deixa feliz? Perceber que quando um membro da família muda, consegue trazer a mudança para o lar. A gente traz mais paz, equilíbrio e bem estar. E quando a nossa família é transformada, automaticamente outras famílias que estão ao nosso redor são impactadas positivamente também. Isso é muito lindo!

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