Vingadores, Um Homem de Sorte, Andarilhos… em alta por aí!

Olá! Tudo bem?

Nos cinemas, o arrasa-quarteirão…
Quando, lá em 1963, Stan Lee e Jack Kirby reuniram numa só revista alguns super-heróis da pequena Editora Marvel Comics (que ainda não tinha esse nome) certamente não imaginavam o quanto revolucionariam a indústria cinematográfica 50 anos depois. Sim! Estou falando dos Vingadores, filme que já bateu recordes de bilheterias e arrastou milhares de fãs aos cinemas. Sou fã do supergrupo desde o tempo em que lia histórias em quadrinhos (HQs), lá nas primeiras leituras, escondido na hora do recreio. Foram as HQs que me instigaram a ser um bom leitor. Ir para os livros foi um processo natural. E se durante minha infância e juventude, as HQs eram coisa de criança, de jovem nerd, solitário e esquisito, hoje eles ganharam status, e são uma das, senão a maior, representatividade da cultura pop. E é claro que, assistir ao filme Vingadores: Ultimato foi uma experiência catártica. Não apenas pelo enredo do filme, com toda a mitologia criada em torno dos heróis e mesmo dos atores, mas também por um encontro com meu próprio passado, onde a memória buscou traços e referência das ilustrações, dos gibis lidos cheio de emoções. Enfim, é um baita filme. Tanto pra quem é fã dos quadrinhos, pra quem é fã apenas do Universo Cinematográfico ou pra quem quer somente viver uma experiencia sensorial forte.

Vingadores
Foto 1: Capa da HQ  The Avengers 04, de 1964
Vingadores
Cartaz do filme Vingadores: Ultimato

Enquanto isso, na Netflix…
Para quem prefere o conforto e sossego da casa, e um filme mais introspetivo e sem explosões, socos e pontapés, a dica é o filme Dinamarquês Um Homem de Sorte. Baseado no livro “Lykke-Per”, do autor Nobel dinamarquês Henrik Pontoppidan, o protagonista é Per Sidenius (Esben Smed), e sua história fala do conflito que é seu sonho de estudar engenharia versus a família patriarcal e religiosa, que vê a tecnologia quase como se fosse um presente do inferno. Henrik Pontoppidan, autor do livro original, era filho de um vigário e de fato viajou para Copenhague para estudar engenharia, pois sempre teve desejo de progresso social. No entanto, seus projetos vingaram somente no livro, mas isso não é algo ruim, já que ele ganhou o Nobel de Literatura em 1917 por conta da autenticidade com que tratou a Dinamarca àquela época. Seu livro, Lykke-Per (de onde saiu o roteiro para o filme Um Homem de Sorte), é considerado um dos mais importantes da Dinamarca, e inspirou muitas pessoas desde o seu lançamento, que foi publicado em oito volumes entre 1898 e 1904. Apesar de o filme Um Homem de Sorte não ser exatamente uma biografia, trata-se de uma coletânea de experiências e memórias dinamarquesas que não apenas enriquecem nossa cultura (já que a história é bem fiel à época do país) como também entretêm e inspira.

Um Homem de Sorte
Cartaz do Filme disponível na Netflix


E numa boa livraria…
“O sertão é o mundo”, disse, certa vez, Guimarães Rosa. O mesmo poderíamos dizer sobre o Pampa, essa espécie de meridional que baralha fronteiras e entremescla muitas pátrias. Com essa observação, o jornalista, escritor e tradutor Jose Francisco Botelho, que assina a orelha do livro, começa a descrição do romance Andarilhos, do autor nascido em Bagé, Rodrigo Tavares. E eu concordo plenamente com o jornalista. Através de Pedro Guarany, que tem um dom surpreendente para domar cavalos, embarcamos numa jornada pelo Rio Grande do Sul do começo do século passado. Um cenário de bravuras, solidão, misticismo e desigualdades. Sem ser panfletário e sem ufanismo exacerbado, R Tavares apresenta personagens marcantes numa narrativa convincente e sensível. Uma literatura madura, sem experimentalismos desnecessários, mas numa linguagem peculiar e agradável. Um livro que vale a pena ser lido. Um autor que merece ser conhecido.  

Rodrigo Tavares e Doralino Souza
O autor do livro, R. Tavares e o colunista e também escritor Doralino Souza

 

Miniconto…

Saída  colateral
Fechou toda a casa, colocou no toca disco a faixa Highway Star, do disco Machine Head, do Deep Purple, depois abriu o gás e depois deitou pra descansar.  

 

Tiau!

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