Piccadilly Company anuncia executivos de mercado na gestão e redefine o papel da família empresária

Com 70 anos de atuação no setor calçadista feminino e pioneira em conforto no setor, Piccadilly Company, avança em um novo capítulo de sua história ao consolidar a transição de uma gestão familiar para uma gestão executiva, movimento planejado e construído de forma consistente ao longo da última década, com a incorporação progressiva de profissionais do mercado à liderança da companhia. 

Como parte deste movimento, entre o fim de 2025 e o início de 2026, a vice-presidente e Diretora de Produto Ana Carolina Grings e a diretora administrativo-financeira Ana Paula Grings deixaram a diretoria da Companhia. Como novo CFO assumiu André Luis Kopeginski, e como diretora de Recursos Humanos assumiu Sabrina Thielo Jenisch, ambos profissionais que já atuavam na empresa. Marco Antonio da Silva, anteriormente Head de Desenvolvimento de Produto, assumiu a Diretoria Industrial. Recentemente também foi contratada Maria Clara Palladino, executiva com mais de 19 anos de experiência no mercado de moda, que assume o cargo de Head de Estilo e Marketing.

“Essa transição reflete maturidade, respeito à história construída e confiança em uma governança que garante continuidade, disciplina e visão de longo prazo. Seguimos contribuindo de forma estratégica, com o mesmo cuidado de sempre, agora fortalecendo a Piccadilly para o futuro”, pontua Ana Carolina Grings.

Esse avanço foi viabilizado por uma estrutura de governança corporativa construída para garantir a continuidade dos valores e da cultura da companhia, mesmo com a ampliação da presença de executivos de mercado. A criação do Conselho de Administração em 2015 marcou um ponto-chave nesse processo, ao estabelecer de forma clara a separação entre os papéis de gestão e de propriedade. Com uma Governança sustentada por instâncias como o Conselho de Sócios, o Conselho de Administração e o Conselho de Família, a Piccadilly iniciou, há cerca de oito anos, a incorporação gradual de executivos não familiares à operação, atuando em conjunto com os gestores da família e comprovando que a gestão executiva pode caminhar lado a lado com a preservação da essência do negócio.

“As atuais gerações se manterão como acionistas atuantes no negócio, com papéis estratégicos e institucionais nos diferentes fóruns da governança, direcionando o futuro da companhia e apoiando institucionalmente a empresa, entendendo a fundamental relevância que o relacionamento construído há sete décadas tem junto aos seus parceiros de negócio. Além disso, a  quarta geração também está sendo preparada para terem orgulho de pertencer ao negócio e serem acionistas de qualidade, que estejam preparados para dar sequência a este lindo e tão relevante legado” ,pontua Cristine Grings Nogueira, CEO da Piccadilly.

A Piccadilly chega a este novo momento sustentada por um legado construído por diferentes gerações da família empresária, que permanecem como retaguarda estratégica do negócio. A transição representa um reposicionamento natural da família, que passa a concentrar sua atuação em direcionamento de longo prazo, visão institucional e preservação dos valores e da qualidade da marca. Em continuidade a esse processo, a companhia prepara para 2026 as sucessões do diretor de suprimentos, Josué Leandro Kunst, e da CEO, Cristine Grings Nogueira, posições que passarão a ser ocupadas por profissionais de mercado, reforçando o compromisso com a evolução e a perenidade da empresa.

Essa trajetória de evolução se expressa em marcos claros ao longo do tempo. Fundada em 1955, em Igrejinha, a Piccadilly cresceu ancorada em uma gestão familiar que marcou suas primeiras décadas. Em 1970, a segunda geração assumiu a liderança e impulsionou um novo ciclo de crescimento, com avanços na gestão, no design dos produtos e na expansão da marca no Brasil e no mercado internacional. A transição da segunda para a terceira geração teve início em 2005, quando a Piccadilly, já consolidada no mercado nacional e internacional, passou a se preparar para um cenário globalizado e mais competitivo, que exigia maior agilidade e visão sistêmica.

Em 2013 teve início o processo formal de governança familiar e, em 2015, foram assinados o Acordo de Sócios e instituído o Conselho Administrativo. Nesse período, a terceira geração passou a ocupar plenamente os principais cargos diretivos, incluindo a Presidência, exercida até hoje por Cristine Grings Nogueira. O momento também marcou um capítulo histórico para a companhia, com a ocupação, pela primeira vez, das posições de presidência, vice-presidência e diretoria administrativo-financeira por mulheres, reforçando o compromisso da Piccadilly com o protagonismo feminino, sem deixar de contar com a atuação de outros diretores homens, membros da família empresária. A partir de 2017, a Piccadilly iniciou a incorporação de executivos não familiares à gestão executiva, dando continuidade ao seu processo de evolução.

O Conselho de Sócios e o de Administração respondem pelas decisões estratégicas e pela supervisão da diretoria executiva, enquanto o Conselho de Família garante o alinhamento de valores e a coesão entre os acionistas. “Estamos conectando um legado sólido, que sempre valorizou pessoas e relações de longo prazo, com uma agenda de inovação em gestão, liderança e desenvolvimento. Esse movimento fortalece a empresa para o futuro, preservando a cultura que nos diferencia”, afirma Sabrina Thielo Jenisch, diretora de Recursos Humanos da Piccadilly, ao destacar que o processo foi conduzido com diálogo e clareza para que as equipes compreendam essa evolução como um passo natural e positivo.

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