Colecionarte bate recorde de público e se consolida como referência nacional e internacional no multicolecionismo

A 9ª edição do Colecionarte, realizada neste final de semana (de 16 a 18 de maio), no Parque de Eventos Almiro Grings, em Igrejinha, marca a consolidação do município como um dos principais polos de multicolecionismo do Brasil. O evento reuniu mais de 90 colecionadores de diferentes estados e do exterior, superando a expectativa inicial de 80, e mais de 230 coleções dos mais diversos itens. Ao longo dos três dias de evento, mais de 10 mil pessoas circularam pelo local, aproveitando também as atividades paralelas realizadas, como o Encontro de Carros Antigos, Encontro de Motos e a VI Meia Maratona de Igrejinha.

Organizado pela Associação de Amigos da Cultura, História e Colecionismo (ASACHIC), com apoio da Prefeitura de Igrejinha, o evento tem entrada gratuita e é atração para a família toda, agradando o público dos mais variadas idades. “Resolvemos encarar o desafio de ampliar a estrutura e atrações Conseguimos bons parceiros, então fizemos um maravilhoso encontro de motos e um belíssimo encontro de carros antigos. Os nossos parceiros colecionadores que teve aumento no número. Nosso número inicial era 87 e passou de 90. A gente só teve feedback positivo o que nos deixa muito feliz. Porque uma grande preocupação nossa é a qualidade do evento, que ele seja bom para os participantes, parceiros, visitantes”, conta o presidente da ASACHIC, Luiz Carlos Zimmer.

Sucesso além do parque com movimentação intensa

O vice-prefeito e secretário de Turismo e Cultura de Igrejinha, Juliano Müller, pontua que o evento bateu recorde de público e atribui isso a soma das atividades paralelas realizadas, além da qualidade das edições anteriores que sempre deixa o visitante com o desejo de voltar no ano seguinte. “O contexto que nós trazemos aqui é uma combinação de paixões e isso determina qualidade para o evento. Nós quebramos recorde de público e conseguimos nos colocar como um evento de ponta, sendo mais um evento de Igrejinha com altíssima qualidade e grande presença de público”, destaca.

De acordo com o gestor, devido ao tempo bom, excedeu toda a métrica prevista e o sucesso de público necessitou que as pessoas designadas para esse controle fossem realocadas em outras atividades, por isso não se tem o número de visitantes. No entanto, a Brigada Militar registrou mais de três mil motocicletas no sábado além dos mais de 900 participantes da Meia Maratona. “Com certeza tivemos mais de 10 mil pessoas circulando no Parque. Aqui o erro de estimativa é somente para baixo, pois muita gente circulou por aqui”, comemora. Ele agradece o envolvimento das entidades envolvidas, como a Associação Amigos do Asfalto, Associação dos Antigomobilistas do Vale do Paranhana e Radtke Sports, além da Associação de Amigos da Cultura, História e Colecionismo.

Outro destaque feito por Juliano é o impacto na economia, uma vez que o público frequentou e consumiu no município nesses três dias. “Na sexta-feira teve um colecionador que chegou e não tinha feito a inscrição antecipada e eu não consegui hospedá-lo nos hoteis de Igrejinha. Todos lotados. Ele acabou se hospedando na rede hoteleira da cidade vizinha. Isso pra nós é a prova de que o evento faz sucesso, tem presença de público. E isso se reflete diretamente nos restaurantes, supermercados, casas de carne e açougues aqui perto. Isso prova porque Cultura e Turismo se engajam em uma mesma secretaria”, evidencia.

Legado cultural e de memória

Cada edição oferece algo novo, ainda que alguns colecionadores participem de várias (ou até mesmo), todas as edições. “Os colecionadores tem o cuidado de não trazer nada repetido, sempre mostrando algo diferente. O José Luis, por exemplo, traz todos os anos as caixinhas de fósforo, mas cada ano numa temática diferente. Então quem visita um ano, no ano seguinte verá novidades. Você nunca vai chegar num Colecionarte e no próximo encontrar tudo igual”, reflete Luizinho.

Colecionadores de todas as idades participam e Luizinho acredita que um legado importante do evento é a formação de novos colecionadores. “O evento reúne nostalgia, conhecimento, cultura, mas o mais gratificante é ter os jovens colecionadores, alguns que são filhos do Colecionarte, pois colocaram suas coleções a partir do evento. Alguns hoje estão aqui expondo também. A coleção traz muito mais do que um simples item que a gente tem guardado. Colecionar dá senso de organização e responsabilidade, e esse é o legado que a gente quer deixar. Além de ser um evento que toda a família se sente bem e aproveita.

Juliano destaca a participação de colecionadores do Uruguai que expões e participam de encontros de colecionismo em todo o Mercosul e consideram o Colecionarte um dos maiores encontros de multicolecionismo da América do Sul. Destacou ainda os colecionadores de São Paulo que estiveram, na semana passada em um encontro de numismática em Fortaleza e a reafirmam o evento igrejinhense como um dos maiores de multicolecionismo.

A soma de todos esses itens coloca o Colecionarte como um dos maiores e mais eventos do segmento do país, tornando-se uma referência nacional e internacional quando o assunto é multicolecionismo.

*Fotos: Paty Amaral Retratos

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