Uma produção poética de fotografias, vídeos e objetos tridimensionais, desenvolvidos a partir de experiências pessoais envolvendo o cotidiano e seus aspectos de rotina e repetição. Esta é a Exposição “ECOS – Desdobramentos poéticos em fotografia e vídeo” que será apresentada nesta sexta-feira (25), às 19h30, no Centro Educacional Indio Brasileiro Cezar, em Taquara. Concebida pela artista visual Pâm Dondé, ela traz a articulação entre as linguagens da foto performance e vídeo performance, em suas ações e aspectos, gestos e atitudes, inspirados
em situações do dia a dia. A exposição propõe questionar o espectador sobre o seu
cotidiano, a qualidade e a percepção sobre si mesmo por meio da arte, acreditando
ser a arte uma forma de superação e quebra dessas rotinas.
A mostra promove e divulga ainda o trabalho de outros dois parceiros desse projeto. O produtor visual Igor Marques, responsável pela parte visual das fotografias e vídeos, e o produtor musical Adriano Flesch, responsável pela composição e execução das trilhas sonoras.
Os trabalhos que serão apresentados e desenvolvidos representam três momentos:
a rotina repetitiva, o desejo de mudança e a busca constante de liberdade de maneira utópica.
Pâm relembra que a ideia inicial dessa temática surgiu no ano de 2014, ainda na faculdade de Artes Visuais, onde a proposta de um professor aos alunos era a criação de algum objeto tridimensional, sendo esse confeccionado a partir de algum material ou resíduo recolhido da rua, casa ou lugar de comum acesso do indivíduo. “O material escolhido por mim foram as senhas de atendimentos, senhas essas presentes no local onde trabalhava na época. Centenas delas, todos os dias. O resultado dos trabalhos apresentados em aula foram muito melhor que o esperado, o que acabou levando a temática e as senhas para outros trabalhos no decorrer
daquele ano”, relembra. Em em 2016, essa temática foi apresentada no seu trabalho de conclusão do curso de Artes Visuais, trazendo referenciais artísticos que também trabalham com a repetição, questões relacionadas ao cotidiano e linguagens da performance, além dos próprios trabalhos de acervo pessoal realizados ao longo do curso. Relembrando as palavras de um dos Mestres presentes em sua banca, traz uma exposição “calma, elegante, cuidadosa e questionadora”.

“Hoje, dez anos depois, surge a oportunidade de trazer essa exposição novamente ao público, afinal rotina e atos repetitivos serão para sempre aspectos presentes em nossas vidas. Trazendo novas obras, a partir de uma releitura dos próprios trabalhos já feitos, dentro das linguagens de fotografia, vídeo e objetos tridimensionais, quero apresentar ao público o mesmo questionamento que me fiz em 2014: poderia a arte, de uma forma utópica, nos libertar das amarras do cotidiano?”, questiona a artista.
PÂM DONDÉ NO PODCAST DO DROPS – RELEMBRE AQUI
Além da amostra dos vídeos, será aberto um bate-papo com a artista e ao final o público poderá ver e interagir com objetos usados em cena. O projeto foi contemplado através do edital da Lei Aldir Blanc, do Município de Taquara, através do Ministério da Cultura. Após a abertura, a exposição estará na Biblioteca da Faccat no mês de maio (datas disponíveis em breve) e no mês de junho na Biblioteca Pública Municipal Professor Rodolfo Dietschi. As datas e informações serão divulgadas no Instagram da artista Pâm Dondé @artista.pamdonde.