*Reportagem: Ruan Nascimento
Quem visita a cidade de Igrejinha para acompanhar a 35ª edição da Oktoberfest, pode notar a ampla presença de voluntários desde o primeiro contato com a festa. Eles estão em todos os locais do Parque de Eventos Almiro Grings: na venda dos ingressos, na produção dos lanches, na venda de artigos de lembranças, na comercialização e na distribuição do chopp, entre muitas outras funções. Em 2024, são mais de 3 mil pessoas trabalhando de forma voluntária, contribuindo com aquela que é a maior festa comunitária do Brasil, que ocorre até este domingo (20).
Todo o voluntariado na Oktoberfest de Igrejinha ocorre por uma nobre causa. O lucro obtido com as vendas é revertido em diversas melhorias para o município e cidades vizinhas do Vale do Paranhana, em áreas essenciais como saúde, educação e cultura, além da destinação de valores para entidades filantrópicas. De acordo com a organização do evento, já foram repassados mais de R$ 28 milhões ao longo dos anos. “De uma forma ou de outra, vamos contribuindo para as entidades, não só no aspecto financeiro. Neste ano, quando nossa região foi atingida pelas enchentes, não foi diferente. Mais uma vez nos preocupamos em estar ao lado das entidades, auxiliando-as para a retomada da normalidade, mantendo a Oktober de 2024 e propiciando a exploração comercial de lanches no parque”, destacou o presidente da 35ª Oktoberfest de Igrejinha, Egon Wallauer, durante a cerimônia de abertura. Ele ressaltou ainda que a edição deste ano é a “festa da superação”.
Nas enchentes de maio, as águas do Rio Paranhana alcançaram mais de dois metros de altura em alguns pontos do Parque da Oktoberfest, causando um prejuízo de mais de R$ 1,5 milhão para reparar os danos. “Nos reorganizamos para que as pessoas também tivessem coragem de enfrentar as adversidades. Juntamos as forças do poder público, da iniciativa privada e da comunidade para conseguir êxito na recuperação. Quando essas três forças se unem, não há adversidade que não possa ser superada”, completa Wallauer.
Fazer o bem, sem deixar de lado a diversão
Todos os voluntários ouvidos pela reportagem do Drops do Cotidiano afirmam: é possível trabalhar como voluntário, fazendo o bem, e com a oportunidade de se divertir durante a Oktoberfest. Um dos participantes é o funcionário público Anderson dos Santos, de 47 anos. Ele afirma que participa da festividade desde 1993. “Eu gosto de estar aqui, na distribuição do chopp. É onde é o auge da nossa festa. Eu vi o desenvolvimento da Oktober desde o seu início. Éramos poucos voluntários e hoje somos 3 mil, contribuindo com melhorias para diversas entidades da região”, aponta.
Quem também atua na entrega do chopp é a vendedora Jéssica Dreyer, que trabalha na festa desde 2014. “Me sinto feliz em estar ajudando a cidade e a comunidade. É uma festa que depende dos voluntários, e ainda me divirto com os shows”, ressalta. Já a cuidadora Jéssica Weiand, de 37 anos, adora atuar com o voluntariado. “Minha função é trabalhar como caixa móvel, vendendo bebidas. É uma função que gosto, pois nunca fico no mesmo local. Adoro estar aqui, porque vemos muita gente querida. As pessoas tiram fotos conosco, porque estamos uniformizadas como voluntárias. Trabalho na Oktober há três edições e com certeza estarei aqui no ano que vem”, celebra.
Nem todos os voluntários da Oktoberfest são de Igrejinha. É comum que moradores das cidades vizinhas também venham para a festa para atuar como voluntários. É o caso do recepcionista de hotel Fernando Daniel Weber, de 44 anos, que vem de Três Coroas, e trabalha no evento há dez anos. “É uma ótima oportunidade estar aqui com tantas pessoas mobilizadas em trabalhar pelo bem comum. Me divirto na festa, e me sinto satisfeito em servir para as entidades da nossa região”, frisa.






*Fotos: Kerolin Buss
A cobertura do Drops do Cotidiano na 35ª Oktoberfest de Igrejinha conta com o apoio de Polo Contábil, Espaço RD Serviços Odontológicos, Die Liebe Trajes, Rumo 4 Negócios Imobiliários, Loja Danlô Moda Básica e Município de Igrejinha.
