Rio solidário 

Um rio de solidariedade encharca o coração de alegria diante das catástrofes, naturais ou não, que estamos testemunhando todos os dias nestes tempos estranhos.

Superaquecidos pelos efeitos climáticos, somos, ao mesmo tempo, vítimas e socorristas, voluntários para o que der e vier, sem nunca termos nos preparado para o que aí está.

Os oportunistas são raros, felizmente, doentes pela falta de empatia e incapazes de enxergar o sofrimento do outro. Desviam doações, sem saber que estão desviados de si mesmos.

Mas a maré de boa vontade e a onda de compaixão comovem e arrastam centenas para ajudar. Chove gente do céu,  feito anjos enviados por Deus.

Porque só Deus não dá mais conta de tanto estrago causado por suas criaturas que não “puxaram” ao Pai. Muito pelo contrário.

Os bons ventos talvez demorem a soprar. Muito já devia ter sido feito e poderia ser evitado, mas agora é preciso ressuscitar quem corre o risco de morrer de depressão e desânimo ao sobreviver à tragédia.

As águas voltarão e o sol também. Nunca mais como antes, certamente. Também não seremos os mesmos, quero crer, embora já tínhamos dito isso durante a pandemia e a maioria voltou  tão ignorante quanto antes.

Ainda assim, que este rio solidário transborde e continue irrigando a nossa esperança que, sim, é a última que morre!

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