Os verdadeiros analfabetos 

O Brasil tem 9,6 milhões de pessoas que não sabem ler nem escrever. São analfabetos totalmente, o que é de uma tristeza sem fim e um desafio a ser superado pelos educadores deste país e por todos nós.

A esses, se somam mais milhares de jovens que estudam no Ensino Médio e que têm o privilégio de saber ler e escrever, mas não entendem e nem sabem interpretar o que está escrito. Analfabetos funcionais, o que talvez seja pior que o analfabetismo em si.

Jovens, às vésperas de ingressar no Ensino Superior, não compreendem textos básicos, que dirá escrever algo mais complexo em uma redação para o vestibular.

Assustadora realidade que, para mim, voluntária e militante em projetos literários de incentivo à leitura, me deixa perplexa, apavorada, sem palavras diante dessa situação catastrófica, ainda mais com a Inteligência Artificial rondando por aí.

Chega a ser desolador saber que esses jovens, mesmo dentro de escolas, acompanhados por professores empenhados em colocar alguma coisa na mente dessa gente toda, não compreendem frases simples, textos óbvios e informações elementares do dia a dia.

Claro que as redes sociais dominam essas cabeças, infelizmente, da maneira errada. E é certo que não será somente por este caminho que surgirá uma luz no fim do túnel. Ao menos, eu não acredito nisso, da forma que está sendo conduzida essa questão.

Longe do aprendizado real com muita leitura e escrita, conversa e interpretação de texto, nos moldes de “antigamente”, e com o correto apoio virtual, que não pode ser dispensado, vai ser muito difícil ou impossível reverter o analfabetismo funcional.

Já os analfabetos mesmo, que nunca tiveram essa oportunidade, ainda podem conseguir uma chance de ser muito melhores desses que aqui estão, lendo, estudando, com internet ilimitada, tudo ao seu alcance para evoluir, mas que, infelizmente, vão para o lixo da história, eternizados na sua ignorância programada.

Da Inteligência, talvez reste algo Artificial, que também não servirá para nada, a esses que  sabem ler e escrever, mas que não enxergam um palmo à frente do nariz e da vida.

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